UNIÃO EUROPEIA

Proibição dos despedimentos

Restituição do dinheiro dado aos especuladores, para salvar os postos de trabalho actuais e criar novos

Durante o mês de Janeiro, a média diária de trabalhadores que ficaram sem o seu posto de trabalho foi de 354, mais de 14 por hora. 11 mil só num mês, a sangria não pára!…

Portugal foi integrado em 1986 na CEE / União Europeia, sendo imposto ao povo trabalhador português o sistema refinado do capitalismo, sob o lema: “A concorrência é livre e nada a pode obstaculizar. Viva o sistema capitalista.”

No sistema capitalista, o único direito que é reconhecido a um trabalhador, é o de vender a sua força de trabalho, é o direito a ser explorado, no quadro regulamentado por leis gerais, transpostas para os contratos colectivos e os estatutos profissionais.

A situação em que vivemos é a de que até este direito nos é negado, quer pelo desemprego, quer pela precariedade (um terço dos trabalhadores portugueses já pertence à categoria de precários), quer pelo novo Código laboral, destruindo assim a única força social de onde sai toda a riqueza, a única força social com capacidade para garantir a civilização, o progresso, a democracia, a cultura e a paz.

Se queremos salvar o conjunto da sociedade, temos que salvar a sua classe trabalhadora!

Esta é a vontade legítima de povo trabalhador!

Então, é mais do que legítimo exigir ao Governo do PS:

Façam uma lei com carácter de urgência que proíba os despedimentos, quer no sector privado quer no sector público!

Restituam às instituições estatais os 25 mil milhões de euros que deram de aval aos banqueiros e especuladores, e invistam-no na garantia dos postos de trabalho, quer no sector público, quer no sector privado!

25 mil milhões de euros, à média de 1000 euros mensais, significaria garantir 1 milhão de postos de trabalho durante quase 2 anos!

Quanta riqueza se poderá produzir neste país, quanto desenvolvimento poderá ser realizado, se o dinheiro for restituído a quem de direito, para salvar a sociedade portuguesa?

O que os trabalhadores esperam de todos os sindicatos, da UGT e da CGTP, é que se unam para exigir ao Governo que tome todas as medidas para proibir os despedimentos e criar mais postos de trabalho.

Os membros da RUE – que defendem que para se sair da crise é necessário romper com a União Europeia – não colocam esta sua premissa como condição para agir, nos locais de trabalho, nos sindicatos,… pela realização da unidade dos trabalhadores com as suas organizações sindicais, com as Centrais sindicais, para que sejam proibidos todos os despedimentos.

 19-02-2008

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