Artigo 21.º Constituição da República Portuguesa
(Direito de resistência)

Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.

Artigo 37.º
(Liberdade de expressão e informação)

1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.

2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.

SOCIEDADE LIBERTÁRIA

Somos inconformados por não aceitarmos o que esta acontecendo com o nosso planeta, com a nossa gente. Estamos fartos de mentiras e promessas que nos fazem escravos submissos ao sistema, que deixam de lutar e aceitam a miséria como dádiva divina. Não! Não somos escravos, muito menos aceitaremos a miséria, já que produzimos riquezas e somos roubados. O salário é a confissão do roubo. Chega de salários, queremos a distribuição da riqueza. Somos inconformados porque vemos os nossos irmãos morrerem de fome, frio e doenças num mundo de prosperidade. Não acreditamos que cada um seja responsável isolado de sua sorte. Existe uma história individual influenciada pela história colectiva e vice-versa. Chega de mentiras! Uma das mais importantes contribuições de Bakunin para o mundo foi sua rebeldia e nada mais emblemático que “o ato destrutivo também é um ato construtivo”. Para muitos a destruição é uma acção muito simples e assustadora, mas para nós anarquistas, passa da simples apedrejamento destruidor para uma acção mais profunda de também substituir o alvo da destruição para algo mais significativo para nós, explorados e oprimidos. Uma construção do processo de destruição significa planeá-la de tal forma que não fique dúvidas sobre a acção. Para ilustrar, tenha em mente a destruição de um prédio para construção de uma nova obra (que não necessariamente um prédio). Todo o processo é pensado antes do acto, durante o acto e após o acto. E mesmo assim acontecem imprevistos onde a criatividade humana é desafiada a resolver. Pense no Estado como o prédio a destruir e use a criatividade para traze-lo abaixo, além de como desenvolver relações sociais colectivas descentralizadas, evitando criar burocracias e dissolvendo o poder central de um Estado por entre toda a sociedade, sem, no entanto criar espaços para opressão, evitando os modelos do comunismo-marxista, que não destroem o Estado, mas ao contrário, o fortalece em ditadura opressora entre iguais, o autoritarismo de classe! Avancemos na destruição do Estado, na construção de uma sociedade libertária, nada de transições perpetuas (para os que gostam de dialéctica), às barricadas, traga a marreta e flores A sociedade é um colectivo acima do Estado. O fim do Estado não é o fim da sociedade, mas a sua emancipação como organização. O gerenciamento e controle estatal estrangula a sociedade e escraviza os seus indivíduos. Estes procuram a liberdade e o respeito dos outros indivíduos que também precisam de liberdade e respeito que qualquer Estado não pode assegurar, porque se assegurar liberdade terá de deixar de existir uma vez que não pode deixar as pessoas livres. A liberdade é uma ameaça a qualquer Estado e como ameaça será jogada em armadilhas jurídicas onde ela possa existir como um pássaro na gaiola. Mas não adianta. A liberdade escapa e escapará sempre, ela existirá com a sociedade e não com o Estado. O Estado constrói prisões, cria paredes, cercas, armas e violência. Nunca respeitou os indivíduos e a sociedade da qual tira seu sustento. Combatamos o Estado e o Estado nos verá como uma ameaça no seu bolso e existência. Dane-se o Estado e viva a liberdade e o respeito entre indivíduos. A destruição do Estado é a construção de uma sociedade igualitária e livre, para todos, sem excluídos. Construamos pois a sociedade auto-gestionária, cooperativista, a sociedade de todos, da liberdade e da solidariedade, construamos uma sociedade sem amarras, sem chefes, sem autoritarismo, sem líderes, sem vanguardas, construamos uma nova sociedade, onde todos apoiam todos, onde todos seremos a razão da existência dessa sociedade, onde finalmente o Homem se sinta Livre.

A VISITA DE “DOS SANTOS” E NÃO SÓ

De repente, duas das antigas colónias passaram a ganhar um peso inusitado na agenda do governo socratóide e nas demais agências de mandarins.

 a)    José Eduardo dos Santos (JES)

 O estalajadeiro Cavaco recebeu o “empresário” José Eduardo dos Santos (JES), incontestado chefe de um gang chamado MPLA mas, envergando a casaca de presidente de Angola, país de petróleo e diamantes, onde se morre aos 41 anos, onde 70% da população sobrevive com um dólar diário e colocado como o 162ª país na escala da pobreza. O que não é causa dos cabelos brancos do facínora.

 A comunidade angolana em Portugal não manifestou qualquer vibração patriótica com a presença do JES nas proximidades; distanciou-se do corrupto que, aliás, também a ignorou. Os negócios do JES e da sua clique  não passam pelos angolanos que cá vivem.

 Mesmo em Angola há quem se interrogue sobre a razão deste interesse por Portugal, país atrasado, que nada mais tem para lhes oferecer, que não empreiteiros que vão para lá contratar trolhas. Estes críticos estão mal informados pois Portugal, para além de negreiros, tem … o magalhães!!!

 De facto, a China (que tem em Angola 15000 trabalhadores contra 6000 portugueses) e a Espanha têm um papel bem mais relevante e, no âmbito da lusofonia, o Brasil tem outra dimensão. JES sabe disso muito bem, como sabe que para guardar em beom recato o seu pecúlio e o de outros meliantes, trafulhas e traficantes, Portugal é quase um off-shore, onde se detêm longas amizades e conivências no PS/PSD, o partido do poder.

 Portugal é importante para os negócios de JES e da filhota e utiliza o nome de Angola para isso, embora não seja pioneiro pois, o seu ex-vizinho, o defunto Mobutu, fez o mesmo. Portugal é um vazadouro para aquilo que a África tem de pior.

 JES partilha com Amorim uma participação na Galp e, por outro lado, tem parcerias com as mafias portuguesas; com o PS através do BCP e da CGD, com o PSD no BIC, com Mira Amaral e no BAI – Banco Africano de Investimentos (Europa) com ligações ao BPN, onde acampou uma estrela chamada Tavares Moreira.

 É divertido e revelador ver os partidos elogiarem o papel do JES para a consolidação da democracia (?) em Angola. O PS, que passou à frente do PSD quanto à influência junto do corrupto MPLA, enterrou a sua antiga ligação à Unita, se nos recordarmos da visita à Jamba do chanato de Soares, (perdão, do seu filho João), com queda de avião e tudo. Hilariante é mesmo ver a Unita ser ludibriada por um célebre burlão, de sucesso, um tal Vale e Azevedo, morador, impune, numa mansão de Londres. Tudo boa gente.

 Curiosa (ou escandalosa, na opinião dos ingénuos) foi a participação do PC na missa de acção de graças ao JES. Não sabemos se tal acção de inscreve na solidariedade própria do tempo em que o MPLA era um partido irmão e uma filial soviética (JES até tirou o curso na Lomonosov, a expensas do Estado soviético, que apesar dos seus detratores, se demonstra ter funcionado como boa escola de … gestão). Ou, se o gosto pelo JES se deve aos investimentos chineses em Angola, uma vez que o PCC é um partido irmão.

 Referimos ainda a segunda figura do Estado português, o Jaime Gama, verdadeiro monte de gelatina que esteve ao seu nível, no beija-mão ao JES, coerente com a consideração manifestada meses atrás pelo Alberto João, definido como incontornável pilar da democracia (será que se referiu à Madeira?). Bem longe do tempo em que o AJJ era equiparado ao Bokassa, anedótico sargento, presidente, imperador e ditador da República Centro-Africana, que oferecia diamantes ao presidente francês, Giscard d’Estaing.

 Saudamos aqui a posição do BE, que se demarcou daquela litúrgica palhaçada, reveladora da qualidade do mandarinato nacional.

 E, para terminar imaginem o nome que os convivas vão dar à parceria estratégica entre Angola e Portugal, de acordo com uma nossa infiltração no gabinete do primeiro-minostro. Vai chamar-se JESUS – José Eduardo dos Santos Unido a Sócrates.

 b) A Guiné-Bissau e o abate do Nino

 Depois do anunciado abate do general Tagmé Na, chefe da tropa, de imediato Nino Vieira foi abatido à catanada, ecologicamente, revelando-se assim a preocupação dos africanos pela salvaguarda do ambiente.

 O mandarinato português, ficou alarmado com a violência, com todo aquele cheiro a ajuste de contas entre bandos mafiosos rivais; acordou a CPLP, organizou uma expedição e lá foram em excursão, de urgência para Bissau, lembrando os seus antepassados quando desembarcavam de capacete colonial, calção de caqui e pingalim na mão à procura do soba. Mesmo que fossemos firmes devotos da sensibilidade humana dos mandarins lusos, não acreditamos que tenham ido a Bissau fazer turismo, nem com vocação missionária ou humanitária, nem ensinar a democracia aos gentios, indígenas ou nativos, como antes eram chamados os povos colonizados.

 De repente, parece que se lembraram que a Guiné-Bissau está no mapa, que lá vivem 1,5 M pessoas pobres, num país sem estruturas, com uma economia devastada, uma conveniente ausência de aparelho de justiça mas, muitos sinais de rápido enriquecimento nos bairros periféricos da capital e nos carros de luxo que circulam, naquilo que se revela ser um plágio descarado da cultura empresarial portuguesa. Com ou sem essa coisa chamada CPLP (também ela anos atrás atravessada por um caso de corrupção de quadros executivos), o país mais anedótico da Europa Ocidental (pelo menos…) lá mandou a tal delegação.

 Sabia-se, antes do ajuste de contas ser a Guiné-Bissau placa giratória do tráfico de droga que, proveniente da América do Sul, passa por ali e outros países da África Ocidental, pasto da miséria e da corrupção, sem rei nem roque, com destino à Europa; a  Galiza foi subalternizada como destino da conhecida “rota dos veleiros”, que circulavam a partir das Caraíbas com a droga a bordo.

 Sabia-se, antes do ajuste de contas, (relatório de 2005 do PNUE, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) que a Guiné-Bissau tem sido um destino de dejectos tóxicos e radioactivos da “civilização” europeia, dada a abertura de alguém para ganhar uns bons cobres com a infestação do seu território e da sua população.

 E isto é e era conhecido por quem, como nós,  nunca foi à Guiné-Bissau. Quanto mais pelos especialistas em diplomacia do croquete do MNE, chefiados pelo execrável Amado.

 Regularmente, sabe-se que as polícias apanham por cá quantidades bem descritas de droga, que há gente presa mas, curiosamente, nunca se revelou nenhum nome sonante. No entanto, os off-shores engordam, as urbanizações de luxo nascem e os seus fogos vendem-se, apesar da crise.

 Foi preciso haver abate de caça grossa para haver reacção oficial do governo português. Parece que antes, os tráfegos citados decorriam em boa ordem com dinheiro abundante, sem sobressaltos, nem publicidade mediática. Afinal tudo parece simples; tudo se resolverá com a reestruturação das forças armadas guineenses e uns euros para a eleição do sucessor do Nino.

MESQUITA MACHADO (O POBRE DIABO)

34 contas: Dois milhões e meio em dez anos

Depósitos milionários nas contas do autarca

Correio da Manhã

Mesquita Machado, presidente da Câmara de Braga há 32 anos, tem uma considerável fortuna pessoal e o seu ‘olho’ para o negócio parece ter passado para a família. Cláudia, Francisco e Ana Catarina, agora com 38, 35 e 31 anos, apresentam níveis de vida faustosos, bastante superiores ao rendimento que declaravam.

A análise exaustiva às suas contas foi feita pela Polícia Judiciária do Porto, após denúncia do vereador do PP em finais de 1999, que levou a que fossem passadas a pente-fino 10 anos da vida bancária do autarca. Nas 34 contas que o presidente da câmara, a mulher e os filhos titulavam foram depositados mais de dois milhões e meio de euros. De onde veio parte desse dinheiro é uma incógnita já que, todos somados, os rendimentos declarados pouco ultrapassaram o milhão e meio.

No entanto, até 1996, ano em que os filhos ainda não apresentavam declarações de rendimentos autonomamente, a família Mesquita Machado parecia viver de uma forma mais comedida. Mesquita auferiu rendimentos brutos, nesse ano, de 60 mil euros e a mulher apenas 7500.

Pedro e Cláudia, casados em 1997 (o genro é administrador-delegado de uma empresa multimunicipal) vieram dar um novo desafogo à família. Em 1998, declararam mais do que o pai e a mãe de Cláudia.

É, no entanto, Francisco – após a compra do café Astória e do negócio da loja comprada à Bragaparques e posteriormente arrendada à câmara – que catapulta a família Machado para outros voos. Logo no primeiro ano de rendimento, Francisco declara lucros de 300 mil euros.

As contas da família Machado mostram ainda vários depósitos em cheques, alguns de empreiteiros que trabalhavam no concelho. Inquiridos, todos os elementos da família deram explicações. Por exemplo, os dois cheques pré-datados de 10 mil euros entrados na conta de Cláudia e titulados por um dos donos da Bragaparques, Domingos Névoa, foram uma prenda de casamento; um cheque de cinco mil euros de Salvador, presidente do Braga, foi igualmente uma prenda de casamento; outros cheques serviam também para pagar dívidas que terceiros tinham contraído mas que aqueles não guardavam documentos porque avançaram com o dinheiro em momentos difíceis da vida dos amigos.

As explicações para as transferências são as mais variadas. Pedro Machado diz, por exemplo, que transferia dinheiro para a conta do pai porque aquele lhe ficara a dever. E quando o fluxo é inverso devia-se ao facto de os pais precisarem, eles próprios, de ajuda económica.

Outra particularidade: embora não apresentasse rendimentos muito elevados, Mesquita Machado e a família sempre revelaram grandes cuidados com as poupanças. Antes de os filhos serem autónomos, o presidente da câmara chegava mesmo a depositar 1/5 do que auferia em contas-poupança.

Mesmo assim um gosto especial é comum à família. São proprietários de boas viaturas (apenas Mesquita Machado não tem um único carro em seu nome) e donos de várias casas, em Braga e no Algarve. A PJ não conseguiu fazer o levantamento das embarcações, por falta de resposta das capitanias.

INVESTIGAÇÃO DUROU 8 ANOS

Há anos que a fortuna de Mesquita Machado é alvo das mais diversas especulações. No entanto, a investigação nasce de uma entrevista de Miguel Brito, então vereador do CDS/PP na autarquia bracarense.

Em Setembro de 2000, um jornal regional publicou as declarações do vereador demissionário, que assumia a pasta das Actividades Económicas. Directamente, disse que muitos funcionários camarários apresentavam sinais de riqueza incompatíveis com os salários que auferiam. As insinuações estendiam–se a Mesquita Machado e deram origem a uma investigação da Polícia Judiciária do Porto. Oito anos depois, em Novembro de 2008, após centenas de diligências e milhares de documentos reunidos, o procurador do Ministério Público de Braga arquivou o processo, por entender que ‘não se consegue afirmar que foi este ou aquele quem corrompeu e determinar quem foi corrompido, ou sequer se terá havido corrupção’.

No documento a que o CM teve acesso, redigido um mês após Domingos Névoa e Mesquita Machado terem prestado declarações na PJ de Braga, o magistrado José Lemos entende que não se retira ‘dos autos qualquer base probatória suficientemente consistente, susceptível de sustentar a dedução de acusação contra quem quer que seja’. Mais: o despacho sublinha que ‘do confronto das declarações dos vários intervenientes inquiridos não resultam contradições relativamente à matéria analisada’.

Contactado pelo CM, Mesquita Machado não quis prestar quaisquer declarações.

PRÉDIO EMBLEMÁTICO COM PREÇO DE SALDO

José Veloso é um empreiteiro bracarense que, a ver pelo exemplo do café Astória, não terá grande aptidão para o negócio. Proprietário, em 2000, do edifício onde se encontra instalado o histórico estabelecimento de Braga, Veloso decide vender o prédio a Francisco Miguel Machado, por 400 mil euros, quando o filho do presidente tinha apenas 27 anos.

Apesar de em 1999 ter declarado ao Fisco o rendimento líquido anual de 14 500 euros, o filho do edil Mesquita Machado compromete-se a pagar em 10 anos a posse do café Astória, composto por cave, rés-do-chão e dois andares, reservados a comércio e habitação.

Para melhorar o cenário, José Veloso não especificava qualquer prazo para o pagamento mensal. Segundo o depoimento de Francisco à PJ, ‘pagava quando tinha disponibilidade financeira’.

Foi o primeiro negócio da China para o filho de Mesquita Machado. Que em 1999 declarava 14 500 euros ao Fisco e depois da compra do prédio do café Astória – situado na Praça da Arcada, no centro da cidade de Braga – passou a receber a quantia anual de 300 mil euros líquidos. O que significava que em apenas um ano quase conseguira amortizar a dívida.

CÂMARA PAGA RENDA A FRANCISCO

A 20 de Outubro de 2000, Francisco Machado compra à Bragaparques uma loja de 75 m², situada na praça Conde de Agrolongo, terreno que inicialmente pertencia à Câmara de Braga. Em poucos meses, o estabelecimento de Francisco acaba arrendado à autarquia liderada pelo pai, Mesquita Machado.

No negócio, a Bragaparques pediu ao filho do edil bracarense cerca de 110 mil euros pelo espaço. Valor que fica aquém dos preços exigidos pela empresa a outros interessados, que tiveram de desembolsar algo como 150 mil euros por lojas com as mesmas características.

Justificando a decisão com a falta de lucro do bar que havia instalado, Francisco Machado parte, em Julho de 2001, para o arrendamento do estabelecimento, contando à PJ que, à altura, foram vários os interessados. Acabou por ceder os direitos à Câmara de Braga.

A autarquia entendeu instalar na loja o Espaço Internet, que ainda hoje funciona, pagando a Francisco Machado prestações mensais de 1200 euros.

PORMENORES

‘MAU NEGÓCIO’

Ouvido pela Polícia Judiciária do Porto, José Veloso acabou por admitir ter-se tratado de ‘um mau negócio’ por ter vendido o prédio pelo mesmo preço que o havia adquirido quatro anos antes, então numa transacção judicial.

EXCLUSIVO COM NABEIRO

Assim que comprou o Astória, Machado rubricou um contrato de exclusividade com a Delta Cafés, de Rui Nabeiro. A Delta pagou 40 mil euros, e depois 25 mil, para melhoria de serviço, a serem devolvidos em prestações mensais de mil euros por Machado.

‘AMO-TE BRAGA’

Em finais de 2004, Miguel Machado cede o Astória à exploração. Pedro Miguel Ramos ficou com o espaço e abriu o ‘Amo-te Braga’. Contudo, o negócio viria a fechar, por falta de lucro, e a histórica casa voltou à denominação original.

PJ PASSA CONTAS E BENS A PENTE-FINO

PAI – Francisco Mesquita Machado Tem 62 anos e há 32 que lidera a Câmara de Braga. Foi dirigente do Sp. de Braga.

MÃE – Ana Maria Mesquita Machado Tem 61 anos e é sócia com o marido de uma Sociedade Agrícola em Vila Verde.

FILHA –  Cláudia Susana Mesquita Machado Tem 38 anos e é proprietária de duas casas: em Braga e Quarteira.

FILHA – Ana Catarina Mesquita Machado Tem 31 anos e comprou a Farmácia Coelho – um negócio investigado.

GENRO – Pedro Machado É administrador delegado de uma empresa multi-municipal.

FILHO – Francisco Miguel Mesquita Machado Tem 35 anos, foi dono do café Astória e arrendou uma loja à CMB.

RENDIMENTOS DECLARADOS E MOVIMENTADOS PELO CASAL E FAMÍLIA (EUROS)

MESQUITA MACHADO E A MULHER

1993

Rendimento declarado: 42 500 (bruto)

Movimentos bancários: 75 750

1994

Rendimento declarado: 44 000 (bruto)

Movimentos bancários: 73 000

1995

Rendimento declarado: 46 000 (bruto)

Movimentos bancários: 64 500

1996

Rendimento declarado: 50 000 (bruto)

Movimentos bancários: 60 000

CLÁUDIA

Rendimento declarado: 6500 (bruto)

1997

Rendimento declarado: 51 000 (bruto)

PEDRO MACHADO E CLÁUDIA

Rendimento declarado: 58 500

Movimentos bancários: 165 000

1998

Rendimento declarado: 53 500 (bruto)

PEDRO MACHADO E CLÁUDIA

Rendimento declarado: 60 000

Movimentos bancários: 230 000

1999

Rendimento declarado: 40 000 (líquido)

PEDRO MACHADO E CLÁUDIA

Rendimento declarado: 42 500 (líquido)

FRANCISCO

Rendimento declarado: 14 500 (líquido)

Movimentos bancários: 200 000

2000

Rendimento declarado: 46 000 (líquido)

PEDRO MACHADO E CLÁUDIA

Rendimento declarado: 59 000 (líquido)

FRANCISCO

Rendimento declarado: 300 000 (líquido)

Movimentos bancários: 782 500

2001

Rendimento declarado: 53.000 (líquido)

PEDRO MACHADO E CLÁUDIA

Rendimento declarado: 55 409 (líquido)

FRANCISCO

Rendimento declarado: 219 000 (líquido)

ANA CATARINA

Rendimento declarado: 2600 (líquido)

Movimentos bancários: 695 480

2002

Rendimento declarado: 51 400 (líquido)

PEDRO MACHADO E CLÁUDIA

Rendimento declarado: 99 300 (líquido)

FRANCISCO

Rendimento declarado: 262 000 (líquido)

ANA CATARINA

Rendimento declarado: 2600 (líquido)

Movimentos bancários: 603 000

LEVANTAMENTO DO PATRIMÓNIO FEITO PELA JUDICIÁRIA

CARROS: LEVANTAMENTO DO PATRIMÓNIO AUTOMÓVEL FEITO EM 2001.

CLÁUDIA

BMW 3-25 I Cabriolet – 1995

Mercedes Benz ML 270 CDI – 2000

FRANCISCO MIGUEL

BMW 346 L – 2000

Opel Corsa C Van – 2001

Mercedes Benz S320 – 1999

Carros em nome da Sociedade Agrícola da Quinta de Salgueiro de ANA MAARIA

Renault Clio – 1999

Mercedes Benz C250 – 1998

Fiat Tractor 50 66 – 1989

BMW 318 TDS – 1995

PROPRIEDADES

ANA MARIA– Mora na rua de Bernardino Machado, 7. Outro prédio urbano em Braga.

CLÁUDIA (nascida em 1970) – Uma casa em Braga e uma em Quarteira.

FRANCISCO MIGUEL (nascido em 1973) – Duas casas em Braga e uma em Quarteira. Faz a primeira declaração de impostos em 1999 e declara 14 500 euros. No início do ano seguinte, compra o café Astória por 400 mil euros, para serem pagos em dez anos.

ANA CATARINA (nascida em 1977) – Compra por 450 mil euros a farmácia Coelho, na praça do Município, mais dois andares com lojas e águas-furtadas na mesma rua, entradas 65/66/67. Tem ainda em seu nome um escritório na rua Conselheiro Lobato, em Braga. Na compra da farmácia, Ana Catarina paga 150 mil euros a pronto.

18 JANEIRO DE 1934

Não tem qualquer sentido reconduzir o 18 de Janeiro à Marinha Grande. Fica mais do que demonstrado que a versão oficial (interesseira, por natureza) e a versão do Partido Comunista (também obviamente interesseira) ao prestarem destaque quase único à Marinha Grande, aos vidreiros e à liderança comunista não logram comprovativo na realidade dos factos.
Ganha sentido, sim, «recolocar» o 18 de Janeiro na sua dimensão histórica exacta: um movimento operário insurreccional, que visava a reconquista das liberdades sindicais, a par do derrube do regime do Estado Novo.
Neste contexto, a Marinha Grande é um episódio «mediático» (assim o diríamos na linguagem corrente), porque envolve uma ocupação da vila pelos revoltosos ainda que de duração muito curta , o assalto aos correios e a rendição da GNR. Sobretudo esta é, de facto, paradigmática. Mas não há greve, não houve «soviete» nem içar de bandeira vermelha nos Paços do Concelho.
O episódio da Marinha Grande é, por outro lado, reposto quanto à autoria do seu comando: se é verdade que a CIS e o PC têm peso significativo na direcção do Sindicato Nacional dos Vidreiros, não é menos verdade que se comprova a participação empenhada da CGT e de trabalhadores de outras correntes político-sindicais.
Fica igualmente comprovado que o movimento operário insurreccional, de que expressões concretas vão ter lugar para além da Marinha Grande, se gera e desenvolve com o concurso das duas principais correntes sindicais a anarquista e a comunista e com o envolvimento dos sindicalistas socialistas ( a Federação das Associações Operárias) e da corrente sindicalista autónoma (COSA — Comité das Organizações Sindicais Autónomas).
Fátima Patriarca descreve bem os entendimentos e desentendimentos surgidos entre estas várias correntes e clarifica melhor o seu peso respectivo. É indubitável que a CGT e a corrente sindical anarquista tiveram, neste processo, uma influência marcante. Isto não elimina o papel dos comunistas que não pode ser esquecido ou menorizado , mas repõe a verdade essencial: e essa é a do contributo das várias tendências sindicais (anarquista, comunista, socialista e a dos autónomos), segundo os factos que conseguiu demonstrar. Não me parece que seja muito importante, hoje, «contar espingardas», ou seja, procurar apurar se os anarquistas foram mais decisivos do que os comunistas, ou se os socialistas ou os autónomos não tiveram significado relevante. Houve uma convergência de esforços, emergiu uma implicação de todos  mesmo que não tenha ocorrido uma unidade estratégica, organizativa, táctica, como parece evidente pela comprovação dos desencontros, pelas falhas de articulação, pelas recriminações que, «antes e depois», choveram de uma banda e de outra, em recíprocas acusações.
Neste contexto, importaria retirar a conclusão de que o «18 de Janeiro» merece ser comemorado, doravante, não apenas na Marinha Grande, como tem sido tradicional, mas também em Silves, em Sines, em Almada, no Barreiro, zonas onde a «história que se fez» deixou na tumba as ocorrências  essas, sim, muito significativas do que ali se passou; mas onde a «história que hoje rompe novos véus» já permite, sem margem para dúvidas, reconhecer que o «18 de Janeiro» é ali que conquista contornos historicamente mais iluminantes. Em suma, Silves, Sines, Almada, Barreiro e outras localidades, precisam de ser «transladadas» da campa rasa em que as colocaram para o «panteão» do verdadeiro «18 de Janeiro».

REVOLTA POPULAR

Portugal vive por força de sucessivos governos de direita, o maior drama económico, social e político desde o 25 de Abril. O desemprego, a fome, a exclusão, a precariedade no emprego, o remanescer do capitalismo, a desumanidade e a arrogância, nunca foram tão evidentes. Com a entrada na EU (União Europeia) e ao contrário daquilo que nos disseram, as desigualdades foram-se acentuando, e sem fim à vista. Os países poderosos (Alemanha, França, Inglaterra e Espanha) dão as ordens e traçam os caminhos, os outros vão-se vergando e obedecendo.  Com a chamada “luta contra o terrorismo” deixamos de ser cidadãos passamos a ser apenas números, só temos liberdade quando depositamos (ou não) o voto. As minorias, étnicas ou outras só servem para as estatísticas, os sindicatos, único meio que temos de luta estão reduzidos a quase zero, muito por força do patronato retrógrado e de cariz fascizante que os governos apoiam. O capitalismo internacional (75% da riqueza mundial é controlada por 0,5% da sua população, ou seja só resta 25% de riqueza para 99,5% da população), detém praticamente tudo o que se produz, chamando a si o controlo de toda a humanidade, pondo e dispondo de tudo.  Só com medidas anti-capitalistas e populares, Portugal e o Mundo em geral, poderão dar a quem trabalha, a MAIS VALIA que produz. Só com um levantamento popular podemos vergar o poder e os poderosos, só com uma revolução genuinamente POPULAR podemos mudar o sistema. A luta tem de ser directa e incisiva, a retórica partidária não nos serve, já vimos que só atrasa a revolução. Sei que a mudança é difícil, o Povo sente-se impotente por vezes, mas amigos e camaradas temos de ser nós, os verdadeiros  revolucionários, os que não têm medo, os que não estão comprometidos com o poder vigente, dizia, temos de ser nós a ir para a vanguarda, a dar a cara, a dizer BASTA.    

VIVA O PODER POPULAR

VIVA A REVOLUÇÃO POPULAR

VIVA O 25 DE ABRIL